quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SAÚDE PARA TODOS (PARTE II)

Mesmo no campo mais estrito da saúde-doença, já se definiu o Brasil como um imenso hospital sem hospitais. Insuficientes em quantidade, péssimos em qualidade, sobretudo os hospitais públicos. Quase todos concentrados nos estados ricos do sul e nas grandes cidades. As diárias hospitalares são absurdamente elevadas, em níveis de hotéis cinco estrelas. A maioria dos hospitais públicos está sucateada, superlotados, contaminados, sujos, com doentes espalhados pelos corredores e até nos banheiros. Um corpo clinica mal pago, pior equipado, estressado, de que se exige uma disponibilidade heroica para que se atenda tanta gente. Em média, quarenta milhões de brasileiros não tem acesso aos hospitais e benefícios públicos da saúde. 

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