É nesta perspectiva que o SUS
brasileiro adotou, há 17 anos, o Programa de Saúde da Família, proposta exitosa
em vários países como Inglaterra, França e Cuba, que chega ao Brasil na
tentativa de reestruturar a forma como a saúde é feita. Uma população saudável
não vai ao medico quando a doença já está insustentável, tendo que enfrentar
horas no pronto-socorro, sobrecarregando hospitais e ficando a mercê de grandes
leitos hospitalares. Um sistema de saúde que se preze, estimula os cidadãos a
hábitos de vida saudáveis, detectando precocemente as doenças, rastreando
problemas, promovendo saúde, discutindo com o paciente a melhor forma de
tratamento dentro da realidade que ele vive, dento das condições familiares e
salariais que ele vive. O Programa de Saúde é composto por uma equipe, cada
qual responsável por um território e com um determinado numero de famílias.
Cada equipe é composta por medico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes
comunitários de saúde que são responsáveis pela atenção primaria em saúde, promovendo
saúde, educando e sendo educado pela comunidade e prevenindo doenças. Desta
forma, existe uma equipe que acompanha toda a família e, quando necessário,
encaminha o paciente para o especialista, sempre com referencia (informando ao
especialista porque ele está pedindo a avaliação) e a contra referência (onde o
especialista fala o que ele acha e como o tratamento deve seguir) de modo que o
paciente sempre possa contar com a equipe de saúde da família para cuidar de sua
saúde.
quinta-feira, 27 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
O SUS, a saúde e a atenção primariam no Brasil.
Observamos contidamente inúmeras
reclamações, denúncias e reportagens pontuando os problemas que o Sistema Único
de Saúde – SUS – brasileiro apresenta. Verdade seja dita que no mundo dos
planos de saúde as coisas não estão melhores, ao contrário, a qualidade do
atendimento caiu bastante nesses últimos anos. Filas intermináveis, diagnósticos
imprecisos, exames desnecessários ou insuficientes, infraestrutura precária e
milhares de especialistas (cada qual conhecendo um pedacinho de você, mas nunca
o todo) trazem aos mais antigos aquela saudade do médico que acompanhava a família,
fazia visitas em sua casa, conhecia toda sua historia e te tratava como uma
pessoa e não como um prontuário.
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