quinta-feira, 27 de março de 2014

O SUS, A SAÚDE E A AYENÇÃO PRIMÁRIA NO BRASIL (PARTE 2).



É nesta perspectiva que o SUS brasileiro adotou, há 17 anos, o Programa de Saúde da Família, proposta exitosa em vários países como Inglaterra, França e Cuba, que chega ao Brasil na tentativa de reestruturar a forma como a saúde é feita. Uma população saudável não vai ao medico quando a doença já está insustentável, tendo que enfrentar horas no pronto-socorro, sobrecarregando hospitais e ficando a mercê de grandes leitos hospitalares. Um sistema de saúde que se preze, estimula os cidadãos a hábitos de vida saudáveis, detectando precocemente as doenças, rastreando problemas, promovendo saúde, discutindo com o paciente a melhor forma de tratamento dentro da realidade que ele vive, dento das condições familiares e salariais que ele vive. O Programa de Saúde é composto por uma equipe, cada qual responsável por um território e com um determinado numero de famílias. Cada equipe é composta por medico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde que são responsáveis pela atenção primaria em saúde, promovendo saúde, educando e sendo educado pela comunidade e prevenindo doenças. Desta forma, existe uma equipe que acompanha toda a família e, quando necessário, encaminha o paciente para o especialista, sempre com referencia (informando ao especialista porque ele está pedindo a avaliação) e a contra referência (onde o especialista fala o que ele acha e como o tratamento deve seguir) de modo que o paciente sempre possa contar com a equipe de saúde da família para cuidar de sua saúde.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O SUS, a saúde e a atenção primariam no Brasil.

Observamos contidamente inúmeras reclamações, denúncias e reportagens pontuando os problemas que o Sistema Único de Saúde – SUS – brasileiro apresenta. Verdade seja dita que no mundo dos planos de saúde as coisas não estão melhores, ao contrário, a qualidade do atendimento caiu bastante nesses últimos anos. Filas intermináveis, diagnósticos imprecisos, exames desnecessários ou insuficientes, infraestrutura precária e milhares de especialistas (cada qual conhecendo um pedacinho de você, mas nunca o todo) trazem aos mais antigos aquela saudade do médico que acompanhava a família, fazia visitas em sua casa, conhecia toda sua historia e te tratava como uma pessoa e não como um prontuário.