quarta-feira, 28 de maio de 2014

PASTORAL DA SOBRIEDADE (PARTE 1)


A Pastoral da Sobriedade é a ação concreta da igreja para o enfrentamento, do social da exclusão, miséria e violência. Nasceu em 1998, na 36ª Assembleia dos Bispos do Brasil, para responder a delicada questão do uso de drogas. E hoje, vai além. Trata de qualquer tipo de dependência – química ou não. É uma ação pastoral conjunta que busca a integração entre todas as pastorais, movimentos, comunidades terapêuticas, casa de recuperação para, através da pedagogia de Jesus-libertador, resgatar e reinserir os excluídos, propondo uma mudança de vida através da conversão.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

A VIDA A PARTIR DA CORPOREIDADE (PARTE 6)


Para que continuemos pensando sobre quem somos colocamos como mais um elemento de reflexão, a poesia: O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro.

Sou guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e com a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E come um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Sinto-me triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo meu corpo deitado na realidade

Sei a verdade e sou feliz.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A VIDA A PARTIR DA CORPOREIDADE (PARTE 5)

Iniciamos essa nossa reflexão destacando a grande interrogação do se humano sobre o sentido da sua existência. Podemos afirmar que nós não estamos aqui apenas de passagem como alguns costumam pensar. Não estamos neste mundo apenas para garantir a preservação da espécie humana através da procriação. Embora essa traga em si os elementos dos cosmos, dele se diferencia pela capacidade de refletir e de interferir livre e conscientemente no meio em que vive.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A VIDA A PARTIR DA CORPOREIDADE (PARTE 4)



A redescoberta da corporeidade nos coloca em um processo de autorrecontrução, passamos a nos compreender a partir da inteireza do nosso ser, que nos remete a tríade: corpo/ mente/ coração, ou fazer/ saber/ saborear, ou ainda agir/ pensar/ sentir. É importante chegar à harmonia deste três pontos. Para que o ser humano possa integra-se consigo mesmo e com o meio e possa sentir-se plenamente saudável, é necessário que se leve em consideração todas as suas potencialidades biológicas, cognitivas, afetivas e espirituais em unidade. Nesse sentido os projetos que dizem respeito á saúde devem se esforçar para estabelecer um dialogo com profissionais de diversas áreas. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A VIDA A PARTIR DA CORPOREIDADE (PARTE 3)



O catecismo da igreja católica afirma que a enfermidade e o sofrimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana. “Na doença, o homem experimenta sua impotência, seus limites e sua finitude”. Ao falar sobre a dignidade das pessoas o catecismo destaca que “O cuidado com a saúde dos cidadãos requer a ajuda da sociedade para obter condições de vida que permitam cresce e atingir a maturidade”. Nesse sentido pode-se afirmar que a saúde publica tem que se ocupar com tudo àquilo que possa promover a vida das pessoas, procurando desenvolver projetos preventivos e curativos.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A VIDA A PARTIR DA CORPOREIDADE

Há muito que o ser humano se pergunta sobre o sentindo da sua existência. Ele se percebe como um ser diferente das outras criaturas, embora, recentemente, descubra-se cada vez mais como parte integrante deste grande complexo que é o cosmo, sendo assim, jamais poderá deixar de refletir sobre o mundo que está em sua volta para conhecer melhor a si mesmo. Nesse sentido chama-se a atenção para um dos elementos mais importantes para essa compreensão de si, a corporeidade. A instrução da congregação na doutrina da fé “Donum Vitae”, sobre o respeito pela vida humana nascente e a dignidade da procriação, de 22 de fevereiro de 1987, diz que a vida física é um bem fundamental porque todos os outros bens da pessoa se baseiam nela e se desenvolvem a partir dela. Battista Mondin afirma que não há nenhuma operação humana que não tenha um componente somático mais ou menos visível. Portanto, segundo esse autor, o corpo é componente fundamental do existir, do viver, do conhecer, do desejar, do faze, do ser, etc., ele é elemento essencial do homem. Deste modo, vê-se o homem em sua corporeidade como um ser no mundo, como um ser social.