É nesta perspectiva que o SUS
brasileiro adotou, há 17 anos, o Programa de Saúde da Família, proposta exitosa
em vários países como Inglaterra, França e Cuba, que chega ao Brasil na
tentativa de reestruturar a forma como a saúde é feita. Uma população saudável
não vai ao medico quando a doença já está insustentável, tendo que enfrentar
horas no pronto-socorro, sobrecarregando hospitais e ficando a mercê de grandes
leitos hospitalares. Um sistema de saúde que se preze, estimula os cidadãos a
hábitos de vida saudáveis, detectando precocemente as doenças, rastreando
problemas, promovendo saúde, discutindo com o paciente a melhor forma de
tratamento dentro da realidade que ele vive, dento das condições familiares e
salariais que ele vive. O Programa de Saúde é composto por uma equipe, cada
qual responsável por um território e com um determinado numero de famílias.
Cada equipe é composta por medico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes
comunitários de saúde que são responsáveis pela atenção primaria em saúde, promovendo
saúde, educando e sendo educado pela comunidade e prevenindo doenças. Desta
forma, existe uma equipe que acompanha toda a família e, quando necessário,
encaminha o paciente para o especialista, sempre com referencia (informando ao
especialista porque ele está pedindo a avaliação) e a contra referência (onde o
especialista fala o que ele acha e como o tratamento deve seguir) de modo que o
paciente sempre possa contar com a equipe de saúde da família para cuidar de sua
saúde.
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